Missão no Vale do Silício

O que faz do Vale do Silício um lugar tão especial? O que tem por traz das empresas mais inovadoras do mundo? Por que a região atrai tantos talentos?  Será as universidades, os engenheiros, as ideias? 

Para tentar encontrar estas respostas, na última semana A Magia do Mundo dos Negócios em parceria com a BWi ParticipaçõesAcontece no Vale realizaram a sexta missão ao Vale do Silício.  Foram  4 dias super intensos, com muita troca de experiências e aprendizado. Um mix de empolgação, inspiração, balde de água fria, acorda para vida. Uma experiência sensacional!

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Missão no Vale do Silício – Visita a Plug and Play Tech Center

A missão contou com diretores, empresários, consultores, profissionais de diferentes backgrounds ou que atuam em áreas distintas de uma mesma empresa. Alguns tinham o interesse em expandir suas operações nos Estados Unidos, outros encontrar oportunidades de negócio para fazer investimentos e potencializar as vendas, uns queriam criar novos produtos e buscavam ideias inovadoras, outros queriam entender o que tem sido feito de melhor no Vale para aplicar conceitos e melhorar seus negócios no Brasil. 

Os participantes puderam conversar pessoalmente tanto com o investidor que colocou $500 mil no negócio e foi estudar em Stanford até o seu green card ficar pronto, dedicando seu tempo para analisar novas oportunidades e entender o mercado. Até o cara que veio estudar inglês e mesmo com as barreiras do idioma e dificuldades financeiras, foi persistente, conseguiu um visto de trabalho, teve coragem para tirar sua ideia do papel e ouviu vários nãos até alguém decidir “pagar para ver”.  Note que estamos falando em algo na casa dos 3 milhões para algo que talvez dê certo.

Outra reunião foi para entender a integração da academia com a indústria, de um lado Stanford, a universidade que contribuiu significativamente para a existência do Vale do Silício, onde um dos estudantes já em fase de doutorado pode compartilhar um pouco da sua impressão fazendo analogias de como o ensino é avançado nos Estados Unidos se comparado com o Brasil. Do outro, o ponto de vista de estudantes revoltados com sistema de educação tradicional do nosso país. Você acha que eles se preocupam com diploma, estabilidade de emprego? Eles são a mudança que querem ver no mundo! O menino de 24 anos, já está na sua terceira empresa e dá um show de empreendedorismo.

Em Stanford, foi realizado um tour para conhecer o campus de Engenharia. Os prédios novos e modernos foram construídos com doações ex-alunos como forma de retribuição à Universidade e é ali que se reúnem líderes acadêmicos e industriais nas áreas de ciência da computação e engenharia elétrica.

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David Packard Electrical Engeneering Building – Stanford University

O grupo esteve em uma das aceleradoras mais conceituadas do Vale, a Plug and Play Tech Center. Mas por que as startups fazem questão de participar de um processo de aceleração? Muito mais que receber um investimento, infraestrutura, existe todo um processo de capacitação, suporte e orientação sobre aspectos administrativos, comerciais, financeiros e jurídicos. Além disso a mentoria e networking com experientes profissionais é fundamental para obter sucesso ou mesmo para errar rápido. Fail fast faz parte do ecossistema do Vale do Silício e longe de ser feio falhar, só não erra quem não tenta!

Mas mesmo faturando milhões a empresa é considerada um startup? Por que muitas fazem questão de utilizar o termo Beta?  O que você quer dizer com early adopter, early stage,  qual a diferença entre uma aceleradora e incubadora, entre angels e VC’s? Crowfunding, bootstrap, SpinOff, o que são todos estes termos técnicos

Michelle Messina, consultora especializada em inovação almoçou com o grupo e compartilhou um pouco da sua experiência sobre o Vale e visão sobre o Brasil. A Magia do Mundo dos Negócios presenteou a todos os participantes com um exemplar do livro Decoding Silicon Valley o qual foi gentilmente autografado pela autora.

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Decoding Silicon Valley – Livro de Michelle Messina

Conversando com uma das empresas, os brasileiros verificaram o quanto é caro e trabalhoso reter talentos no Vale, pois não basta querer contratar um bom profissional, aqui a entrevista se inverte e o entrevistado é quem faz as perguntas, é ele quem quer saber se a empresa tem potencial, se o projeto vai dar certo e se vale investir o tempo naquele negócio. Também foi explicado sobre a alternativa das equities para atrair  e manter os profissionais e incentivar ambos a crescer juntos. Times bons valem muito mais que boas ideias!

Foi interessante perceber que ao mesmo tempo que o give back é muito forte, as pessoas têm extremo cuidado com a imagem. Muitos fazem questão de ajudar sem pedir nada em troca, estão sempre prontos para sentar com você para um café e compartilham abertamente sobre seus produtos, dão mentoria, sugestões de modelos de negócios. No entanto, se você pedir uma indicação, ou quiser pagar o melhor dos profissionais de Relações Públicas, é bem provável que você tenha um trabalho imenso para conseguir esta pessoa. É o meu nome que está em jogo, não posso queimar meu filme, reputação é mais importante que dinheiro.

O tal do pitch, também foi uma lição de casa. Sim, no Brasil seu negócio é lindo, todo mundo conhece sua empresa, você é cara! No Vale, ninguém ouviu falar ou com certeza tem empresa tão boa, se não melhor neste segmento, portanto, você tem de 30 segundos a um minuto para fazer uma apresentação básica sobre você e seu negócio, esta é sua oportunidade de captar a atenção da outra parte.

Com o acesso privilegiado a algumas empresas e pessoas, sem dúvidas o destaque desta missão é possibilidade de fazer conexões. As visitas técnicas, abrangeram desde empresas conhecidas pelo mundo inteiro como o Google e Twitter que oferecem um universo de regalias para seus colaboradores, até a Labdoor, que hoje atua literalmente dentro de um galpão. A todo momento uma nova oportunidade de contar sua história, trocar um cartão e fazer networking. Todos os dias alguém ressaltava, nunca desperdice uma oportunidade de conexão. Aquele laço que pode parecer fraco hoje é o que pode lembrar de você e recomendá-lo amanhã. Essa teoria torna ainda mais importante quando trata-se de conexões no Vale do Silício.

Falando em conectar, os participantes puderam conhecer um pouco melhor sobre algumas instituições criadas por brasileiros que têm o objetivo de auxiliar os conterrâneos na região. A Silicon House oferece programas, workshops, eventos e consultoria personalizada para empreendedores do mundo inteiro. A BayBrazil uma organização sem fins lucrativos dedicada a reunir de profissionais e empresas da Bay Area para ajudar a facilitar os laços entre o Vale do Silício e Brasil através de eventos mensais sobre tecnologia e negócios internacionais. E a Apex, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos que oferece suporte para abertura de empresa, indicação de serviços como advogados, contadores, além de oferecer um espaço de coworking para startups brasileiras no centro financeiro de San Francisco.

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Missão no Vale do Silício – visita a New Relic

Plug and Play Tech Center, Stanford University, Google, Silicon House, Graava, HandsonTV, Twitter, New Relic, Apex, Zendesk, Nasdaq Enterpreneur Center, Labdoor foram alguns lugares visitados nesta edição.

O aprendizado foi tão gratificante que vamos dividir os 4 dias da missão em 4 posts, assim você pode saber detalhadamente sobre esta experiência, além de conhecer melhor alguns estudantes, empreendedores e profissionais que estão fazendo diferença no Vale do Silício.

Em breve no Blog.

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